Eu nem sei direito que horas foi exatamente que ela saiu de lá. Sei que ela avisou tantas vezes, e eu não escutei, não acreditei... sei lá!
Sei que um dia, eu fui dormir, olhei pro lado da cama, e vi que não tinha mais ninguém alí.
E olha, doeu pra caramba....!
Dificil aceitar o final de qualquer coisa, imagine aí, de um casamento, tantos planos e expectatiavas... tudo combinado pra dois. E de repende, me vejo aqui, e percebo que sou sozinho. Que não ficou ninguém!
Os amigos, enganam nas noites sacanas, entre os copos e as conversas fiadas. Mas nada mais será igual. Nunca mais.
E eu fecho meus olhos e agradeço grandemente a Deus, por ter me dado essa oportunidade de tê-la conhecido. De ter crescido com ela. E de por isso, aprender que é preciso crescer.
Durante muitas noites, provavelmente eu prefira dormir bêbado, assim não me lembro e não sinto saudades, mas todas as vezes que eu me deitar sóbreo, eu vou ainda pensar nela e vou sentir uma dor escrota entre os intestinos... de saudade, de vontade.
"Preciso aprender a ser só!"