terça-feira, 30 de junho de 2009

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hoje eu quis parar o tempo.

eu to aproveitando cada momento.
sugando toda essencia de vida de cada um deles.
aprendendo. me aperfeiçoando.

e as vezes. quando eu vejo aqueles risos.
aquele jeito de dançar engraçado. que só aquele alguem é que tem.
as brincadeiras que me divertem tanto.
com eles. eu nao tenho assim, tantos problemas.
com eles tudo que 'ão', fica 'inho (a)'.
problemao vira probleminha.
raivona, vira raivinha,
sonão vira sonino.
tediozão. tédio nem existe.

e tudo que é 'inho' fica 'ão'.

o que é bom. fica bom demais.
riso é gargalhada.
aquelas sem vergonha de alguem te achar louco.

e eu queria parar o tempo.
pra ter eles aqui. pra sempre.

sábado, 20 de junho de 2009


tinha um pé de quebra queixo.


era esse o nome que meu avô, dava a fruta.
que até hoje ainda nao emcontrei de novo.
depois de grande, voltei no lugar.
lá pelo meio da chácara da infância. e procurei a árvore.
o que antes, era verde e vivo. como minhas corridas de um canto a outro na infância.
estava seco e diferente. morrendo.
e a árvore ja não florescia mais.

eu não sei bem, se por que naquele dia.
ali pelos meus 6 anos de idade.
meu primo tinha feito uma casa de árvore la em cima.
dessa bendita árvore que tinha uma casa de joão de barro e essa fruta.
e eu me lembro bem daquela tarde cheia de sol em que a gente brincava la.
e minha avó, berrava meu nome pra descer. lá da outra casa.
um eco longe e repreendedor.

eu só sei. que quando alguem me pergunta:
fruta preferida.
eu minto.
digo: morango, kiwi, maça, siriguela.
qualquer coisa que venha na hora.

afinal, quem aqui já viu um pé de quebra-queixo?




(Crys de Almeida)

domingo, 14 de junho de 2009

quando.


E quando eu não estiver mais aqui? Quem vai puxar conversa com você? Quem vai dizer que você é legal? E se eu morrer? “...”.


segunda-feira, 8 de junho de 2009

8)




Ele estava la, sentado com seus milhões de idéias.
Com a cabeça encostada no tédio, de tanto que as coisas se repetiam.
De tanto que ele tava cansado, sem muita expectativa de novas surpresas.
Afinal, era todo mundo tão igual e previsivel.


E as coisas tao parecidamente identicas.
Como ver a Lagoa Azul, mais uma vez.
E ele se dopava de risos, whisk's, cigarros, e tanto mais.
Pra ver se ficava tudo menos chato.


Ae, quando ele tava lá, tão conformado com a chatice.
Com aquele cigarro acabando na mão, esgotando os pulmões,
esgotando o tédio, esgotando o tempo na internet e a paciência dele.

Ele olhou pro lado. Ele olhou pra ela.
Ae, ele sempre lirico, se deixou levar.
E por que não?
Se ela estava lá.
Aquela imponente presença de dedos longos e finos segurando,
um cigarro que parecia queimar a paciência dela e o tédio dela,
tanto quanto o dele.
Pessoas tão diferentes e ele via ali, tanta coisa em comum.

E agora, ele estava preso.
Ele que tanto falou em 'finalmente liberdade'.
Estava ali entregue, sem lutar, por vontade própria.
Ele estava ali, e tinha se esquecido do tédio, tinha se esquecido
de encostar a cabeça.
Ela havia trazido naqueles olhos vivos, a vontade da renovação.
E ele queria se renovar, queria mudar tudo, pra que quando ela
viesse pra vida dele, ela encontrasse tudo de alguma forma,
arrumado pra ela.

E agora, lá estava ele, faxinando tudo.
E esperando ela chegar.




Crys de Almeida