segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

E a vida seguiu em frente.
Como sempre. Como em todas as outras vezes.
As paisagens e as pesssoas, foram ficando no retrovisor de memórias.
E ele que pensava que jamais deixaria de se preocupar com ela, agora nem se lembrava dela. 
A não ser quando precisou de um bom tema para um novo texto.

E ele que pensou que seria pra sempre. 
Que poderia manipular seus sentimentos,
para que fossem sempre fortes e bons. 
Descobriu que quando o sentimento (seja ele qual for) passa. É passado.
Não dá pra fingir que ainda liga. Fica meio estranho ligar, fica meio sem graça fazer qualquer coisa juntos, que antes não teria a menor graça separados.

E ele que quase morreu uma vez de saudade. 
Dessa vez, acha que é mesmo melhor assim.
E se sente bem em que as coisas sejam assim.

Ele as vezes, ainda fica triste, por que as vezes,
ainda confunde alguns sentimentos e algumas pessoas.
Mas essa certeza o consola dia-a-dia. 
A certeza de que ele esta vivendo e percebendo ou não.
Todos os dias, algumas coisas ficam no retrovisor.
Elas estão passando.

E tantas outras, passarão também.


Crys de Almeida

sábado, 13 de dezembro de 2008

Ele se sentia sem cores.
Sem jeito.
Já não sabia se amava alguém ou se estava esperando alguém pra amar.
E no momento, esse sentimento de 'vazio', não lhe incomodava.
Ele tinha aprendido a se sentar sozinho outra vez.
Como na adolescencia.
Escutar boa musica e apenas sentir a vida passando, escorrendo pelo rosto dele.
Com gosto de brigadeiro e nozes.
Ele já podia deixar ela ir.
Podia não atender mais o telefone aos domingos.
Não havia curiosidade em saber quem é.
Tudo que ele precisavaestava ali.
Dedicar-se ao trabalho seria uma coisa interessante no momento.
E ele estava mesmo disposto a se dedicar.
Ele amava varias pessoas, que o amavam também.
Sentimentos perfeitos, por pessoas que foram se aperfeiçoandoaos olhos dele.
Apesar de não haver muito romantismo, era certa uma siceridade e perfeição em cada amor desses.
Era a impressão quase certa, de que seria pra sempre assim.
E ele se sentia feliz.


Crys de Almeida