E a vida seguiu em frente.
Como sempre. Como em todas as outras vezes.
As paisagens e as pesssoas, foram ficando no retrovisor de memórias.
E ele que pensava que jamais deixaria de se preocupar com ela, agora nem se lembrava dela.
A não ser quando precisou de um bom tema para um novo texto.
E ele que pensou que seria pra sempre.
Que poderia manipular seus sentimentos,
para que fossem sempre fortes e bons.
Descobriu que quando o sentimento (seja ele qual for) passa. É passado.
Não dá pra fingir que ainda liga. Fica meio estranho ligar, fica meio sem graça fazer qualquer coisa juntos, que antes não teria a menor graça separados.
E ele que quase morreu uma vez de saudade.
Dessa vez, acha que é mesmo melhor assim.
E se sente bem em que as coisas sejam assim.
Ele as vezes, ainda fica triste, por que as vezes,
ainda confunde alguns sentimentos e algumas pessoas.
Mas essa certeza o consola dia-a-dia.
A certeza de que ele esta vivendo e percebendo ou não.
Todos os dias, algumas coisas ficam no retrovisor.
Elas estão passando.
E tantas outras, passarão também.
Crys de Almeida