domingo, 15 de março de 2009

ele tinha rezado.

tava vendo como tinha errado.
mas a gente tá na vida é pra isso mesmo, errar e aprender.

mas se sentia mais leve agora.

mais tranquilo, apesar das tormentas.

e ele tinha agradecido, por estar crescendo, mudando os conceitos, criando coragem.

e ele se lembrava do eco na cabeça dele, daquela conversa, daquele conselho tão sabiamente dito: tempo ao tempo. 

ele ja nao queria mais que nada acontecesse, ele apenas esperava. 
ele sabia que a bonança viria, ainda que a tempestade demorasse a passar, em algum momento, ele sabia: ela passaria.

ele estava bem agora. 
ele estava diferente, mas ele gostava do que via.

e ele sabia que ainda havia muito pra continuar mudando.

sexta-feira, 6 de março de 2009

O que foram.

fazia tempo que eles não eram os mesmos. muita coisa havia sido dita, muito sentimento arranhado. mas existia uma certeza imensa, de que ambos estavam tristes com isso. é impressionate a força que tem um sentimento. as lembranças de tantas coisas bobas e incrivelmente, insubstituíveis. um jeito qualquer de olhar de lado, o choro, as manias, as brigas, o jeito de pentear o cabelo jogando a cabeça num balé particular. as manias dele, o bagunçar de tudo, o jeito largado de se vestir, mas que se parecia com ele. o jeito zangado de fechar o semblante pra ela dar atenção. eles se sabiam, se sentiam com saudades. mas e agora? como fazer pra tudo parecer de novo normal? parecia já uma lembrança de uma realidade tão distante. e cadê a amizade incondiconal? de que eles falavam e que de repente... aprendeu a impor condições pra existir. ele estava ali, no quee era pra ser um dia tão imparmente lindo. como ele havia planejado nos ultimos tempos. mas cadê o clima? cadê? ele teve medo até de dizer que se lembrou. mas mandou uma mensagem, por que teve mais medo ainda, de deixar ela pensar que ele tinha esquecido. ele nunca esqueceria. ele só queria que ela soubesse. que ela sentisse ele ali de novo. e que ele sentisse ela. e que fossem mais uma vez, tudo que foram. e ele trocaria toda a eternidade, por qualquer dia do passado ao lado dela.

segunda-feira, 2 de março de 2009

e todo mundo olhava pra ela e queria por que ela tinha um riso engraçado e os olhos fundos e bonitos. mas quase ninguém sabia quem era ela de verdade.

quase ninguem sabia dela, como ele sabia.

e todos a queriam por ser elegante e popular. mas nada sabia das suas manias e pirraças. ninguém a sabia como ele.

e ele sempre tão cuidadoso a quis.
dias bons, dias ruins. ele voltava sempre que ela mandava ele ir. ele falava pra ela de um amor maior.

até o dia em que nada mais disso, foi preciso.

tudo havia ficado lá.