sexta-feira, 6 de março de 2009
O que foram.
fazia tempo que eles não eram os mesmos. muita coisa havia sido dita, muito sentimento arranhado. mas existia uma certeza imensa, de que ambos estavam tristes com isso. é impressionate a força que tem um sentimento. as lembranças de tantas coisas bobas e incrivelmente, insubstituíveis. um jeito qualquer de olhar de lado, o choro, as manias, as brigas, o jeito de pentear o cabelo jogando a cabeça num balé particular. as manias dele, o bagunçar de tudo, o jeito largado de se vestir, mas que se parecia com ele. o jeito zangado de fechar o semblante pra ela dar atenção. eles se sabiam, se sentiam com saudades. mas e agora? como fazer pra tudo parecer de novo normal? parecia já uma lembrança de uma realidade tão distante. e cadê a amizade incondiconal? de que eles falavam e que de repente... aprendeu a impor condições pra existir. ele estava ali, no quee era pra ser um dia tão imparmente lindo. como ele havia planejado nos ultimos tempos. mas cadê o clima? cadê? ele teve medo até de dizer que se lembrou. mas mandou uma mensagem, por que teve mais medo ainda, de deixar ela pensar que ele tinha esquecido. ele nunca esqueceria. ele só queria que ela soubesse. que ela sentisse ele ali de novo. e que ele sentisse ela. e que fossem mais uma vez, tudo que foram. e ele trocaria toda a eternidade, por qualquer dia do passado ao lado dela.
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